O relógio mais tradicional de Curitiba, o da Catedral Basílica Menor, começa a ser modernizado hoje. Fabricado por um desconhecido brasileiro, em 1889, no tempo em que a catedral era apenas a Igreja Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, o enorme maquinário que faz o relógio funcionar começa a ser desmontado hoje para ser trocado por um moderno sistema, que prevê até a mudança para o horário de verão de forma automática. Os ponteiros do novo modelo entram em funcionamento em agosto.
As máquinas antigas, corroídas por mais de 100 anos de uso, já não conseguiam repassar a informação horária exata aos ponteiros das duas torres. Faltava precisão, o que impedia o toque dos sinos. Por causa disso, o relógio já havia sido desativado no dia 3 de junho deste ano. Encarregado de fazer a desmontagem do maquinário, o relojoeiro Fernandino Costa faz muitos elogios ao novo sistema, importado de Portugal.
Fernandino Costa também terá de restaurar o relógio, que ficará em exposição durante três meses no Centro Executivo Everest, na Rua Comendador Araújo, 143, no centro da cidade. Na exposição, segundo Costa, serão usadas fotografias técnicas como complemento para as explicações sobre o funcionamento do relógio. Depois, as máquinas antigas devem voltar à Catedral, onde ficam em exposição permanente.
O relojoeiro afirma que o novo relógio é computadorizado, fabricado pela empresa Serafin da Silva Jerônimo e Filhos Ltda, da qual é representante no Brasil. O sistema, segundo Costa, vai comandar os relógios das duas torres e o toque dos sinos automaticamente, em horários definidos pela própria Igreja. O relojoeiro afirma que o sistema de toques das horas do relógio será melhor se comparado com o atual. Ele revela que a cada 15 minutos, o relógio tocará quatro notas musicais. Ao final de uma hora serão 16 notas musicais, mais o toque que informa a hora cheia. Sistema mais sofisticado do que funciona na Abadia de Westminster, em Londres, onde são coroados os reis da Inglaterra.
Segundo Costa, um estudo no momento da montagem vai permitir que o relógio receba informação horária de um relógio atômico, que existe no Rio de Janeiro ou na Alemanha. Além disso, segundo ele, não haverá necessidade de deslocação de um técnico para manutenção do sistema. Eventuais concertos serão feitos pela fábrica via modem (através do telefone). O aparelho será ligado ao relógio quando houver necessidade de alteração dos dados.Kraw PenasRecuperaçãoDepois de trocar o relógio, Fernandino Costa também vai restaurar a velha engrenagemFabricada no século passado, a engrenagem do velho relógio já não trabalhava com precisão, impedindo o toque dos sinos
O novo relógio é
computadorizado,
e foi importado
de Portugal

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