Relatos da comunidade
''Minha filha tem nove anos e estuda na 3 série. Outro menino da mesma idade estava ameaçando minha filha. Eu fui tirar satisfação e ele disse que no dia seguinte ia levar uma arma para dar um tiro na minha cabeça. No dia seguinte, ele foi em casa para pedir desculpas. Ele disse que estava drogado, cheirando cola, e que por isso tinha falado tudo aquilo. Moro do lado da escola e não posso mais deixar minha filha ir sozinha porque não tenho mais confiança.'' (relato de uma mãe que mora no Jardim Olímpico, zona oeste)
''Na porta da nossa escola, tiveram dois assassinatos. Os pais nos procuram porque os filhos estão sendo ameaçados por membros de gangues, que estão armados com estiletes, facas e revólveres, dentro e fora da escola. Temos um índice alto de evasão, quase 30%. Os professores andam com medo porque se transformaram em alvo (dos marginais). Precisamos tomar uma decisão.'' (relato de uma diretora de colégio da zona norte)
''Começamos este ano letivo no final de março, depois de todas as outras escolas, porque os professores não tinham condições de trabalhar. Eu e a diretora fomos ameaçadas de morte na escola por um aluno armado, porque começamos a combater as drogas e o tráfico dentro da escola. Para sair, tivemos que chamar a PM. Só este ano recebi três ameaças. A escola foi apedrejada. As gangues têm mensageiros dentro da escola.'' (relato de uma diretora de colégio da área central)
''A maioria dos marginais que atacam no bairro é criança de 10 a 14 anos. Hoje, na escola, menos de 10% dos alunos são do bairro. Os outros, mais de 100, pediram transferência para outras escolas em bairros menos violentos. Ou seja, a gente tem escola na porta de casa mas não pode estudar. A violência é muito grande na região e cai também na escola. O problema maior são as gangues e a revista poderia devolver a tranquilidade na sala de aula.'' (relato de um presidente de uma associação de pais e mestres dazona oeste)





