Curitiba - O delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), divisão da Polícia Civil, Marco Antonio de Gois Alves, afirmou ontem que está preparando um relatório com todos as falhas da Polícia Militar (PM) ao dar atendimento ao assalto a uma agência bancária na última terça-feira, em Curitiba. Ele deve encaminhar o documento à corregedoria da PM. O delegado fez duras críticas à atuação da PM que, segundo ele, levou a investigação ao ponto zero.
Alves afirmou na última quarta-feira à Folha que os PMs não preservaram o local do crime até a chegada do Cope e permitiram que um transeunte levasse um malote e uma arma para dentro do banco. O delegado disse ainda que uma das armas deixadas pelos bandidos desapareceu. A PM não se manifesta sobre as acusações. O delegado alegou também que esteve no local do assalto ontem e viu PMs levando testemunhas para depor no quartel. ''Isso só pode acontecer se eles estiverem investigando o sumiço da arma, que é um crime militar. Mas nós não fomos informados de nada''.
Na última terça-feira, seguranças da Proforte S.A. Transportes de Valores recolhiam malotes de dinheiro de banco em um shopping de Curitiba quando foram surpreendidos por uma quadrilha. Um deles foi baleado e morreu. Duas pessoas, entre elas uma estudante que estava em um ponto de ônibus, ficaram feridos. A informação do hospital onde a moça está internada é de que ela se recupera fora de perigo.

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