Relatório sobre morte de garoto está parado
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quinta-feira, 09 de maio de 2002
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
Amanhã faz dois meses que o estudante Sidnei Gomes de Almeida, 14 anos, morreu, vítima de infecção generalizada depois de ter a perna engessada. O relatório final da análise dos prontuários, elaborado pela Prefeitura de Londrina, está pronto, mas até agora não despertou o interesse de nenhuma autoridade.
A diretora de Avaliação e Controle da Secretaria de Saúde, Fátima Temimatso, disse ontem que o caso foi analisado dias depois do enterro. Avaliamos o que estava nos prontuários. Como não recebemos solicitação dos hospitais, da promotoria ou do Conselho Regional de Medicina (CRM), estamos mantendo as informações em sigilo. Segundo ela, possíveis implicações devem ser acompanhadas pelos órgãos responsáveis.
Segundo a delegacia do CRM, em Londrina, um documento já foi encaminhado à sede do conselho, em Curitiba. As informações, baseadas em reportagens da imprensa, foram protocoladas e também devem ser analisadas em sigilo. O processo pode durar meses.
A família do menino, de origem humilde, não registrou queixa na Polícia Civil e nem noo CRM ou Ministério Público. O caso de Sidnei começou com um ferimento no joelho, quando brincava no colégio. Encaminhado ao Hospital Ortopédico, teve a perna engessada pelo ortopedista Lafayette Guimarães. Passado uma semana, ele foi levado ao Hospital Universitário sentindo fortes dores. Sidnei morreu no dia 11 de março, vítima de gangrena.
A Folha procurou o ortopedista no hospital, mas ele não foi localizado. Na época, ele disse que todos os procedimentos padrões foram seguidos no atendimento do garoto.


