O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, que responde interinamente pela Promotoria de Defesa dos Direitos e Garantias Institucionais, recebeu da assessoria jurídica da UEL ontem, o relatório preparado pela auditoria interna da instituição que apurou irregularidades em contratos que se beneficiaram com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Segundo o reitor Pedro Gordan, o relatório inicial que investigou os contratos firmados durante a administração do ex-reitor Jackson Proença Testa, que pediu exoneração em agosto do ano passado, ‘‘levantou uma série de irregularidades’’, como adulteração de notas fiscais. ‘‘Nós temos o objeto, mas ainda não temos um autor determinado’’, destacou Gordan.
Ao mesmo tempo, foi criada uma comissão processante inicial interna na UEL, com cinco integrantes, para aprofundar as investigações ao longo de 20 dias úteis, prorrogáveis por mais 10 dias. Essa comissão irá levantar os valores e as responsabilidades de cada um e propor a abertura de processos administrativos.
O reitor também rebateu as críticas dos servidores, que tomaram como ‘‘uma afronta’’ a sua decisão de baixar atos executivos convocando para o retorno ao trabalho, mesmo após o Conselho Universitário (CU), em 17 de outubro de 2001, ter decidido que nenhum servidor seria punido com a greve. ‘‘As determinações do CU não são superiores à Justiça’’, argumentou. Amanhã, o reitor tentará agendar reunião com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, para reabrir as negociações.
Ontem, servidores do Núcleo de Bem Estar à Comunidade (Nubec) – que abrange a creche e o ambulatório médico e odontológico – prepararam as salas para a retomada das atividades. Ontem à tarde, uma única aluna de Farmácia, Christiane Menezes Romão, colou grau numa ante-sala da reitoria. Hoje, a assessoria da UEL informou que a Biblioteca Central voltará a funcionar, das 9 às 11 horas.

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