O Centro dos Direitos Humanos (CDH) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina estão pedindo a interdição parcial da cadeia pública de Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Ontem, representantes das duas entidades voltaram a visitar os detentos, que denunciaram maus-tratos de policiais militares durante uma recontagem de presos após uma fuga no início do mês. Um relatório preparado pelos dois órgãos será enviado a autoridades de Curitiba e Brasília.
Além da superlotação (36 homens em um espaço onde cabem 16), os presos reclamaram da qualidade das refeições, da umidade excessiva, da falta de ventilação, de atendimento médico deficiente e de não serem removidos para penitenciárias quando é formalizada a condenação judicial.
O grupo teve uma audiência com o juiz Alberto José Ludovico. Segundo Jorge Custódio Ferreira, secretário-geral do CDH e membro da Comissão de Justiça da OAB/Londrina, o juiz deve solicitar à Polícia Civil a abertura de inquérito para apurar supostos maus-tratos que teriam sido efetuados por oito soldados do 15º Batalhão da PM durante uma recontagem que se transformou em princípio de rebelião no início do mês na delegacia local. O comandante do 15º Batalhão, o coronel José Roberto Simões, informou que já foi aberta uma sindicância interna para apurar a denúncia. (Lúcio Flávio Moura)

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