Relatório prevê aumento de tarifas
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terça-feira, 18 de maio de 1999
Israel Reinstein 
A entrega final do relatório da comissão que avaliou as concessionárias deve ficar para a próxima semana. De acordo com a previsão dos técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o parecer da comissão, com mais de mil páginas, deve ser avaliado durante o fim de semana. Ontem, o secretário dos Transportes, Heinz Herwig, conversou com o governador Jaime Lerner sobre o documento. Mas uma decisão final, só na semana que vem, quando deveremos também fechar negociação com as concessionárias, diz.
Preliminarmente, o parecer aponta para o reajustes de tarifas. Uma das possibilidades mais provável - já que o parecer estabelece mais de 20 combinações, baseadas em volume de obras e valor da tarifa - é que as taxas retornem ao patamar inicial, anterior a julho do ano passado. No entanto, este reajuste seria diferenciado, obedecendo cada particularidade das estradas.
Heinz Herwig afirma que o governo exigirá a duplicação de determinados trechos, como a Rodovia do Café e a BR-277, entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Para o secretário, essas obras são indispensáveis para encerrar a briga entre os governos e concessionárias. As empresas não são contrárias a realização das obras, mas é preciso que haja um equilíbrio de recursos, afirma o gerente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Washington Lemos Filho.
O gerente afirma que os atuais preços têm sido suficientes para pagar os custos operacionais, mas dizque algumas concessionárias estão endividadas. Segundo ele, a Econorte, Rodonorte e Caminhos das Cataratas tiveram que rolar as dívidas contraídas junto as instituições bancárias. Do que é arrecadado, sobra apenas 10%, que tem sido usado para a recuperação de pistas afetadas por problemas climáticos, informa.
Ele conta que a Ecovia está gastando mais de R$ 2 milhões na recuperação de uma barreira. Este custo é o equivalente a um mês e meio de arrecadação, diz, acrescentando que todas as concessionárias tiveram gastos de grande valor desde a concessão. Os técnicos da comissão, que avaliou as empresas, destacam que estas situações podem se agravar a longo prazo, caso não ocorram obras de melhoramento nas rodovias.


