Maringá Ambientalistas não se convenceram ontem do relatório técnico apresentado pela empresa Nortoil Lubrificantes, que mantém um aterro industrial em Iguatemi, distrito de Maringá. Associações e ongs ligadas ao meio-ambiente levantaram que desde 1988 a empresa pode ter recebido 100 milhões de litros de óleo e que as manchas negras de contaminação já atingiram dois metros de profundidade. O aterro fica ao lado do Ribeirão Chapecó, um dos tributários do Rio Pirapó, que abastece Maringá.
Segundo Carlos Bocuhy, do Conselho do Meio Ambiente de São Paulo (SP) e representante do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), o caso tem uma dimensão nacional por causa dos riscos de acidente pela forma inadequada dos depósitos de óleo. O Rio Pirapó é afluente do Rio Paranapanema, localizado na divisa entre São Paulo e Paraná. Bocuhy afirmou que a metodologia do estudo técnico feito a pedido da Nortoil é questionável porque não levou em consideração uma análise hidrogeológica da região.
Para representantes da Nortoil, o estudo assegurou que o levantamento florestal não registra fototoxicidade entorno do aterro e da área vizinha. Também concluiu que os impactos ambientais provocados pelo aterro são restritos ao próprio local e não interferem nas áreas vizinhas.
Na próxima semana, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente promete divulgar um laudo técnico sobre o impacto causado pelo despejo de óleo combustível na região.

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