Relatório de
hospitais vai
basear ação
de promotor
Tavares cobrará soluções do governo do Estado
Osmani Costa
A reunião foi longa, mas bastante proveitosa, segundo o promotor de Defesa dos Direitos da Saúde Pública de Londrina, Paulo César Tavares. A reunião de emergência convocada por ele com os diretores clínicos dos cinco hospitais da Cidade começou, no Fórum, às 15 e só terminou às 18 horas. ‘‘Apesar de ficar demonstrado o estrangulamento do sistema de atendimento hospitalar público em Londrina, encontramos alguns caminhos para pelo menos diminuir o problema em breve’’, diz o promotor.
Participaram da reunião os diretores clínicos dos hospitais Universitário, Evangélico, Santa Casa, Zona Norte e Zona Sul, além da médica Rosângela Libanori, representante da Autarquia Municipal de Saúde (AMS). O promotor Paulo Tavares realizou a reunião porque estava preocupado com o estrangulamento apresentado no atendimento ambolatorial do Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa nos últimos plantões.
Segundo o promotor, os representantes dos hospitais levaram documentos demonstrando o constante crescimento no número de atendimentos, admitiram a necessidade de investimentos na infra-estrutura, reconheceram que a qualidade do atendimento não anda muito boa por questões estruturais e voltaram a criticar o baixo pagamento do Sistema Único de Saúde pelas consultas, atendimentos e internações, no caso dos dois hospitais particulares - Evangélico e Santa Casa.
A principal decisão da reunião entre os diretores de hospitais e a promotoria foi a de que - para atender o aumento na demanda de doentes previsível no período de inverno - é necessário melhorar e aumentar a capacidade de atendimento onde ela é possível, ou seja, nos setores primário (os postos de saúde municipais) e secundário, nos hospitais estaduais da Zona Sul e da Zona Norte.
‘‘O único caminho a curto prazo é este. O HU está há anos com a capacidade de atendimento estrangulada à espera de uma reforma e ampliação. Não podemos pedir mais nada a ele. E os outros dois grandes hospitais - Santa Casa e Evangélico - também estão atendendo os pacientes do SUS muito próximo do limite, não têm mais para onde ampliar, infelizmente’’, comentou Tavares.
O promotor solicitou que sejam feitos pelas direções, até segunda-feira, relatórios esclarecendo o que é necessário para um urgente e substancial aumento na capacidade de atendimento dos prontos-socorros e centros cirúrgicos dos hospitais da Zona Norte e da Zona Sul. ‘‘Com o documento na mão, entraremos em contato com o governo do Estado, para que as providências sejam tomadas. A situação é muito grave, não podemos esperar mais por soluções. As doenças do frio já chegaram, e ameaçam piorar ainda mais a qualidade de atendimento nos grandes hospitais’’, ressaltou Tavares.
Também será solicitado à AMS medidas que ampliem e melhorem os atendimentos primários nos 52 postos de saúde da Cidade. Nova reunião entre o promotor e os diretores dos cinco hospitais ficou marcada para junho.

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