Relatório ambiental da Chrysler é aprovado
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terça-feira, 01 de julho de 1997
Guilherme Pupo 
Curitiba
As entidades ambientalistas pediram apenas alguns esclarecimentos à Chrysler do Brasil mas, de maneira geral, aprovaram o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) apresentado pela empresa na segunda-feira à noite, em Campo Largo. O evento, no Clube União Campolarguense, contou com a presença de 150 pessoas.
Segundo o presidente da Liga Ambiental do Paraná, José Álvaro Carneiro, a Chrysler é, entre as montadoras que vão se instalar na Região Metropolitana de Curitiba, a que terá menor impacto ambiental, em comparação com Renault e Audi/Volkswagen. A empresa vai ser construída sobre uma área zoneada e apontada como distrito industrial de Campo Largo desde 1977. Não é área de manancial, como no caso da Renault, observa.
As únicas restrições apontadas pelos ambientalistas estão relacionadas à qualidade do ar e da água. A empresa declarou que vai impermeabilizar cerca de 32 hectares de solo. Segundo Carneiro, isso pode aumentar a velocidade do escoamento de água para o Rio Cambuí e ampliar a possibilidade de inundações na área urbana de Campo Largo.
O presidente da Liga Ambiental também pediu à empresa a reelaboração das equações de dispersão de poluentes no ar. Eles tomaram como base as medições do ar feitas em Curitiba, mas a cidade conta com apenas uma estação e os equipamentos utilizados são precários, disse Carneiro. A diretoria da Chrysler deve divulgar os esclarecimentos nos próximos 60 dias.
Durante a apresentação do Rima, os representantes da empresa confirmaram que a fábrica deve entrar em operação no segundo semestre de 1998, com capacidade inicial para produzir 12 mil unidades da pickup Dodge Dakota.
A empresa está investindo US$ 315 milhões na construção da fábrica e deve gerar 400 empregos diretos na primeira fase. Com as ampliações previstas, a unidade deverá produzir 40 mil veículos e empregar cerca de mil pessoas.
O diretor de assuntos governamentais da Chrysler do Brasil, Luís Fernando Beréa, também anunciou que a empresa vai coordenar um programa de educação ambiental no município, em parceria com a prefeitura e organizações não-governamentais (ONGs).


