Maringá - A Polícia Civil de Maringá sempre optou por uma relação amistosa com a imprensa. Repórteres que cobrem diariamente o setor não têm dificuldades de acesso a boletins de ocorrência e até mesmo de flagrantes. Em situações como de sequestro, a polícia consegue evitar a divulgação da notícia e, ao mesmo tempo, manter a imprensa informada.
O repórter policial Roberto Silva, há sete anos na área, frequenta diariamente a 9ª Subdivisão Policial e afirma não ter dificuldades para obter informações. Segundo ele, a relação com a polícia acaba tendo uma contrapartida interessante. ‘‘Dependendo dos riscos de uma investigação ou do tipo de crime, como o sequestro, a polícia pede sigilo e consegue silêncio absoluto até o encerramento do caso.’’
Para o delegado do 3º DP, Paulo Roberto Machado, o ideal seria que as subdivisões da Polícia Civil tivessem à disposição um profissional da área de Relações Públicas. ‘‘Seria uma pessoa para fazer a ligação com a imprensa de tal forma que a informação seria democratizada sem beneficiar uns em detrimento de outros.’’
Segundo Machado, existem informações que não podem ser divulgadas. ‘‘Essa idéia de que a imprensa não deve ter limites é equivocada. Os repórteres têm direito à notícia, mas o controle é necessário nas situações exigidas pela lei ou quando as investigações exigem um momento certo para a divulgação.’’

mockup