Reitoria da Unioeste é lacrada por grevistas
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quarta-feira, 10 de outubro de 2001
Gilmar Agassi<br> De Cascavel 
Na manhã de ontem o comando de greve da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) fechou as portas da reitoria para proibir que os funcionários que continuam trabalhando entrassem no prédio. As pessoas que queriam entrar chegaram a discutir com membros do comando de greve, que só aceitaram retirar os cadeados no final da tarde, depois de uma reunião com o reitor em exercício, Wilson Iscuissati, que acatou algumas solicitações.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), Luiz Fernando Reis, disse que a decisão de fechar a reitoria é reflexo da reunião com membros do governo, anteontem, que não trouxe avanços às negociações com os comandos de greve. ''A idéia é mostrarmos ao governo que não estamos brincando de fazer greve. É uma resposta ao desrespeito do Estado, que se nega a negociar'', afirma.
Durante o período que ficaram em frente à reitoria, os membros do comando quase foram atropelados por uma camionete conduzida pelo professor Paulo Nogueira, que ocupa um cargo de confiança dentro da universidade. Luiz Fernando disse que foi feito um boletim de ocorrência denunciando a atitude do professor.
Os líderes do comando também estiveram no Ministério Público para denunciar alguns funcionários que foram liberados, mas não aceitaram entrar na reitoria para concluir uma licitação para compra de medicamentos para o Hospital Universitário (HU). ''Eles fizeram chantagem e disseram que só entrariam se todos fossem liberados. Fomos ao MP para não nos acusarem de prejudicar o hospital'', ressaltou o presidente do Sinteoeste.
A funcionária da reitoria, Ana Gilmara Dalmolin, estava revoltada com a situação e dizia que seus direitos de cidadã estavam sendo desrespeitados. Para ela, esse não é melhor momento para se fazer greve na Unioeste. ''Já temos vários problemas internos para serem resolvidos'', alegou.
As portas da reitoria só foram abertas por volta das 17 horas depois de uma longa reunião entre comando de greve e reitor. Iscuissati aceitou algumas solicitações, entre elas a de cumprir a deliberação do Conselho Universitário (COU) de repassar os R$ 319,9 mil liberados pelo Estado no mês de setembro para ser dividido entre todos os servidores da universidade.


