Reitores das universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), e do Oeste do Paraná (Unioeste) estiveram reunidos ontem, em Curitiba, com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig. Segundo o reitor da UEL, Pedro Gordan, não houve avanço significativo em relação à greve dos servidores e docentes. Ele diz que os reitores estão procurando canais para chegar ao governador Jaime Lerner.
Gordan informa que recebeu uma carta do secretário, advertindo que a reitoria deve garantir a realização do vestibular, o funcionamento do Hospital Universitário (HU) e o calendário escolar. O reitor explica que o vestibular não está cancelado, mas suspenso, e que o calendário escolar será retomado assim que a greve terminar. Quanto ao HU, ele ressalta que o hospital não fechará as portas.
A greve não foi o único assunto discutido entre Gordan e Wahrhaftig. O orçamento da UEL para 2002 esteve na pauta. O reitor reivindicou R$ 4,4 milhões. Mas o governo estadual está acenando com R$ 2 milhões - sem contar as despesas com salários. Se a verba total for liberada, Gordan diz que o HU poderia deixar de repassar para a UEL a taxa administrativa de 10% sobre o rendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), revertendo o dinheiro para a manutenção do próprio hospital.
A UEL reivindica junto ao governo R$ 7 milhões para o HU. No Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pleiteia R$ 18 milhões para obras em vários setores. (A.D.C.)

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