Reitora da Unespar contesta carta de repúdio da Comcam
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quarta-feira, 02 de outubro de 2002
Benedito Teles<br> Equipe da Folha 
Jacarezinho - A reitora da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) Sâmia Saad Galloti Bonavides disse que a mobilização dos prefeitos da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam) e da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) tem conotação política e não está relacionada com divergências sobre o estatuto. ''E uma resistência sistemática a implantação da Unespar'', disse. Ela acredita que o objetivo da carta de repúdio é estimular o movimento de criação de uma universidade local em Campo Mourão.
A assinatura de uma carta de repúdio foi definida, anteontem, durante uma reunião da Comcam. O movimento questiona a forma de aprovação do estatuto e quer alterações para assegurar a autonomia de cada campus. Durante a reunião os prefeitos pediram mudanças e acenaram com a possibilidade de solicitar politicamente a exclusão da Fecilcam da lei que criou a Unespar, caso suas reivindicações não sejam atendidas.
Sâmia Saad voltou a afirmar que a autonomia é uma característica da universidade. Segundo ela caso os campi obtivessem uma ampla autonomia não haveria Unespar, mas várias universidades independentes. Ela disse que os campi não serão prejudicados e terão uma ''autonomia de gestão'', compatível com o orçamento e com as diretrizes da instituições, para executar seus projetos e programas administrativos.
A reitora também contestou a estimativa de repasse de recursos estaduais e afirmou que o orçamento para 2003 para a Unespar, ainda, não foi definido. Ela explicou que os valores apresentados eram preliminares e estão ultrapassados. Sâmia Saad disse que as negociações com o governo do Estado já asseguraram, pelo menos, um valor semelhante ao do orçamento de 2002 para as instituições de ensino superior.
Ele também discorda que há diferenças no padrão de organização entre o modelo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Unespar. A reitora afirmou que o estatuto aprovado pela Unespar proporciona, inclusive, mais liberdade aos campi. Sâmia disse que a possibilidade de retirada da Fecilcam da Unespar é uma medida política e avalia que seria complicado para o movimento de Campo Mourão justificar a retirada da entidade e pleitear uma nova universidade.


