Curitiba A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Pupatto, está se articulando para conseguir a contratação de 190 professores temporários e, com isso, assegurar o início das aulas programado para o dia 22 de março. Com o anúncio do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, na última sexta-feira, de que o governo não permitirá novas admissões até que seja levantada a situação do quadro de docentes das instituições, Lygia decidiu se antecipar. Ontem, ela entregou um relatório dando conta das medidas administrativas adotadas pela UEL para garantir transparência à aplicação do dinheiro público.
Segundo a secretaria, o trabalho de avaliação institucional tem por objetivo corrigir eventuais distorções como o pagamento de gratificação por dedicação exclusiva Tide a professores que não cumprem a carga horária mínima para ter direito ao complemento salarial. As universidades estaduais pedem a contratação de 1.314 docentes, o que representaria um acréscimo de R$ 10 milhões na folha de pagamento.
Segundo Lygia, a UEL já cancelou a Tide de 49 professores e obrigou alguns deles, inclusive, a devolver o dinheiro. A UEL também implantou, no final de 2003, o Lattes Institucional. Trata-se de um sistema que disponibiliza, na internet, os currículos dos professores e seus respectivos projetos de ensino, pesquisa ou extensão.
O secretário informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o relatório da UEL será avaliado e adiantou que o número de horas/aula citado no documento está acima da média nacional. Os professores do regime integral da UEL, segundo Lygia, desenvolvem, em média, 16 horas/aula. O mesmo relatório foi entregue aos deputados londrinenses José Maria Ferreira (PMDB), Elza Correia (PMDB) e André Vargas (PT).

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