Cascavel A reitora afastada da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Liana de Fátima Fuga, ganhou o direito de ser reconduzida ao cargo anteontem, após uma decisão da Procuradoria Geral do Estado. O órgão inocentou Liana das acusações que a afastaram da instituição, há dois anos. No mesmo dia, Liana emitiu uma nota ao governador Roberto Requião (PMDB), declinando do direito de retomar sua função na universidade.
''Recusei voltar à reitoria para evitar conflitos com o trabalho que vem sendo realizado pelo reitor pró-tempore Ricardo Rocha'', argumentou. Além disso, ela está estudando concorrer novamente ao cargo de reitor, cuja eleição deve acontecer em 8 de outubro. ''Hoje não tenho condições de responder sobre isso com precisão, mas vou conversar com a minha família e com os amigos para programar os planos.''
Durante o seu afastamento, Liana disse que o que mais a incomodou foi a perda da credibilidade e o fator emocional. ''Quem mais sofreu foi a minha família'', afirmou.
Segundo o secretário de Ensino Superior, Aldair Rizzi, Liana foi inocentada em todos os processos e do ponto de vista legal, ''ela poderá voltar a concorrer nas próximas eleições normalmente''. A reportagem procurou o reitor pró-tempore, mas ele está em Foz do Iguaçu participando de um evento e não foi não foi possível localizá-lo.
O afastamento de Liana aconteceu em junho de 2001, por ter sido alvo de denúncias de envolvimento na fraude de um concurso realizado em fevereiro daquele ano, no campus de Francisco Beltraão. Ela foi acusada de ter favorecido pessoas próximas a ela no concurso. Liana também era acusada de desviar R$ 11 mil da instituição sem prestação de contas. Nesse caso, ela foi denunciada pelo Ministério Público, mas a Justiça não acatou. Ela sempre negou as acusações.
No lugar de Liana, assumiu Wilson Iscuissati, que também foi afastado do cargo pelo Estado, em julho deste ano.

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