A professora Liana Fátima Fuga, que foi afastada do cargo de reitora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), diz estar tranquila quanto às acusações que vêm sendo feitas contra sua pessoa e garante que voltará ao cargo após o término dos 30 dias de sua suspensão preventiva. O afastamento foi determinado pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhafitg, baseado nas investigações preliminares sobre denúncias de fraude em concurso público realizado no campus de Francisco Beltrão.
Liana Fuga afirma que sua suspensão foi resultado de uma pressão política exercida por alguns funcionários da universidade ‘‘que fizeram algumas denúncias, mesmo sem ter certeza dos fatos’’. A professora completa que acata a decisão do secretário de Estado, mas reclama que até o momento não foi convocada para depor pela Comissão de Processo Administrativo para se defender das acusações de fraude no concurso público.
Em relação ao concurso público, ela garante que ‘‘desde a elaboração das provas até o edital de resultado do concurso não houve fraude’’. A professora irá se pronunciar, somente, após a conclusão do processo. ‘‘Já estamos com advogados particulares cuidando de nossa defesa, mas só irei falar do processo após sua conclusão’’, diz.
Fuga reclama que está sendo execrada publicamente pela imprensa, e que sua família também está sentido o desgaste pelas críticas que vem recebendo. Apesar disso, ela afirma que isto é normal, pois ‘‘faz parte do ônus e do bônus de se ocupar um cargo público’’. Ela esteve ontem em reunião com os funcionários do campus de Cascavel para explicar os motivos de seu afastamento e pedir apoio ao novo reitor.
O reitor em exercício da Unioeste, professor Wilson Luís Iscurssati, esteve durante todo o dia de ontem em audiência com o secretário Ramiro Wahrhafitg para receber algumas instruções sobre a administração da universidade. Devido às mudanças, o reitor cancelou a assembléia geral que aconteceria hoje no campus de Marechal Cândido Rondon.
O diretor-geral da Unioeste, Paulo Sérgio Wolff, declarou esperar que os problemas da universidade sejam resolvidos com rapidez. ‘‘Nosso meio de contato com o governo é a reitoria. Porém, nossa relação está cada vez mais deteriorada e já não conseguimos saber como anda a administração da instituição’’, reclama.

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