Reitor teme intervenção na UEL
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2001
Cristiane Oya<Br>De Londrina 
O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, disse temer uma possível intervenção do governo do Estado na instituição. O Conselho Universitário da UEL decidiu ontem adiar o vestibular de janeiro, em virtude da greve, que já dura 89 dias. A preocupação do reitor se baseia no fato de que a universidade já vem passando por vários problemas e porque, na opinião dele, a sociedade não aceitará facilmente o adiamento. ''Pode ser mais forte do que a gente imagina. Há sempre o risco (de intervenção)'', conjecturou. A assessoria de Comunicação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior informou que ''não foi cogitada a hipótese de intervenção do governo do Estado na instituição''.
O reitor lamentou o posicionamento do comando de greve, que não aceitou a proposta do governo do Estado de ''flexibilizar '' o orçamento de 2002 para atender a reestruturação do Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) dos quadros das instituições, obedecendo os limites estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A proposta consiste na correção das distorções salariais, principalmente dos servidores com salários mais baixos, mas sem estabelecer índice. ''Na minha opinião eu acho que existem ganhos na proposta trazida pelo governo'', avaliou.
O termo de compromisso apresentado anteontem pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, de acordo com o professor Kennedy Piau, do comando local, não chegou nem mesmo a agradar ao comando estadual. Os professores reformularam a proposta do governo que deverá ser analisada hoje, juntamente com as sugestões das outras universidades, durante a reunião do comando estadual, em Campo Mourão. Entre os itens da contraproposta, os professores mantêm a sugestão da complementação orçamentária de R$ 90 milhões para atender as correções salariais. (Colaborou Célia Guerra)


