Reitor revoga suspensão do calendário na Unioeste
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quarta-feira, 21 de novembro de 2001
Gilmar Agassi<br>De Cascavel 
O reitor em exercício da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Wilson Iscuissati, revogou ontem a decisão do Conselho Universitário (COU), que suspendia o calendário do ano letivo de 2001. A medida ratifica a do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (Cepe).
A decisão do reitor foi tomada diante das liminares que estão sendo concedidas isoladamente aos cursos que atendem mandados de segurança, impetrados por alunos da Unioeste por causa da greve, iniciada no dia 17 de setembro.
Até o momento, foram expedidas três liminares, atendendo os alunos de Medicina, do campus de Cascavel, Turismo e de Administração, do campus de Foz do Iguaçu. Esses cursos pediam a nulidade da resolução do Cepe e o retorna às atividades, alegando que os estudantes poderiam perder o ano letivo.
Segundo o assessor jurídico da Unioeste, Gilceo Jair Klein, a medida do reitor se impõe diante dessas liminares. ''Os mandados de segurança estavam se dirigindo contra o reitor. Não dando condições para que esses alunos tenham aula, o reitor estaria descumprindo a ordem judicial. A Unioeste, como universidade pública, tem o dever de dar o exemplo, cumprindo as liminares e em não concordando, recorrer das mesmas, o que já está sendo feito'', explicou.
O assessor afirmou, ainda, que enquanto não houver manifestação da instância superior, existe a necessidade de cumprir a ordem judicial que atende pedidos dos alunos. ''Portanto, a decisão da Reitoria foi de recorrer das liminares na Justiça, o que está sendo feito. Contudo o recurso por si só não basta. É preciso cumprir a liminar, enquanto não houver a manifestação contrária da Justiça'', observou.
Apesar da decisão do reitor, o comando de greve da Unioeste garante que as atividades não serão retomadas, ao menos no campus de Cascavel onde está concentrada a grande maioria dos grevistas. ''A determinação do retorno dos alunos às aulas nada mais é que um desrespeito à autonomia universitária'', reclamou a professora Francis Nogueira.
Segundo a professora, as liminares têm um outro caráter. ''Servem como mecanismo para o povo lá do campus de Foz. Gente que prefere se esconder numa decisão judicial a lutar por uma causa de todos. Oportunistas, que serão cobrados no futuro'', disse.


