Reitor recebe cotonete gigante dos grevistas
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
O reitor da UEL, Pedro Gordan, recebeu com bom humor as críticas feitas pelos servidores em greve, durante arrastão ocorrido ontem de manhã, no campus. Ele recebeu dos grevistas um cotonete gigante, em alusão a um comentário que fez na segunda-feira, de que não teria ouvido os servidores cantando o Hino Nacional de costas para a reitoria. Tenho que aceitar as críticas democraticamente. Coloquei o cotonete no meu gabinete, longe das bandeiras, ironizou o reitor, completando que considera a greve legítima.
Gordan reafirmou que seguiu determinação da Justiça ao decidir pela assinatura dos atos executivos convocando os servidores para voltarem ao trabalho. Na sua opinião, ele não feriu a autonomia do Conselho Universitário. O citado foi o reitor, a pessoa que tem a obrigação de cumprir as decisões judiciais, reforçou.
O assessor jurídico da UEL, Gilbert Garcia de Souza, explicou que não há possibilidade jurídica do Conseho Universitário revogar os atos porque a ordem judicial é dirigida àquele que representa a universidade, ou seja, o reitor. Ele argumentou que os atos foram o instrumento usado pelo reitor para cumprir a determinação judicial e garantir o retorno das atividades.
Hoje, o reitor passará o dia em Curitiba. Ele terá reuniões na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e na Secretaria Estadual de Saúde. Na pauta, greve e discussões sobre o orçamento.


