O reitor Pedro Gordan afirmou, em coletiva à imprensa após a manifestação dos servidores, que viu com naturalidade o protesto, mas questionou a sua representatividade. ‘‘Pelo que soube havia aproximadamente 150 manifestantes, num universo de 3 mil funcionários. Para uma manifestação que chegou a pedir o impeachment do reitor, seriam necessários, no mínimo, cerca de mil pessoas.’’ Gordan contestou o tratamento de ‘‘interventor’’ feito pelos grevistas. ‘‘Não tem cabimento falarem isso. Ninguém está acima da lei, nós temos que cumprir o que a Justiça determina.
‘‘Não fiquei feliz em tomar esta decisão, mas não me furtarei a cumprir ordens da Justiça’’. O reitor desabafou que se sentir que sua autoridade e a lei forem desrespeitados, ele ‘‘pediria o chapéu’’. ‘‘Desobediência civil numa universidade que pleiteia autonomia, não procede’’, completou. Gordan informou ainda que encaminharia ontem mesmo pedidos aos juízes responsáveis pelos mandados para que prorroguem os prazos para o retorno ao trabalho. Em vez das 24 horas previstas inicialmente, ele pede cinco dias para o HU e 15 dias o HC.
Amanhã o reitor deverá participar de uma reunião da Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior (Apiesp) em Curitiba, e tentará agendar uma reunião com o governador Jaime Lerner e com o secretário Ramiro Wahrhaftig para reabrir negociações.

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