Reitor garante salário de grevistas
Reitor garante salário de grevistas
Israel Reinstein
A reitoria da Universidade Federal do Paraná não vai cortar o ponto dos professores e técnico-administrativos que estão em greve. Apoiando a decisão da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o reitor Carlos Roberto Antunes dos Santos não vai enviar a lista dos funcionários que estão paralisados desde o dia 1º de abril. Antunes entende que os dias parados devem ser discutidos somente no final da greve.
O presidente da Associação dos Professores da UFPR, José Roberto Braga de Portela, explica que a posição da Andifes segue uma tradição entre os reitores. Existem dois problemas na adoção dessa prática - o primeiro, administrativo, e o outro, legal, afirma. No aspecto administrativo, prossegue Portela, é complicado estabelecer quem cruzou ou não os braços durante a paralisação. Além disso, não existe regulamentação sobre a greve entre servidores públicos. Com isso, a declaração do ministro Paulo Renato de Souza se torna uma bravata, diz.
Hoje, um grupo de professores e servidores das instituições em greve deverá se encontrar com o ministro para negociação. A reunião, prossegue Portela, foi conseguida apenas com a interferência de deputados federais.





