Da Sucursal

Arquivo FolhaAlém de funcionar como hospital escola, o HC atende a maioria pelo SUSO reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Henrique de Faria, garantiu ontem que, por enquanto, o Hospital de Clínicas não vai interromper o atendimento, apesar da grave crise financeira. Segundo ele, a suspensão dos serviços à população será a última alternativa a ser adotada. ‘‘Ainda confiamos em uma providência para a situação’’, afirmou.
A esperança do reitor é uma reunião que deve ser marcada para a próxima semana, com os ministros da Educação, Saúde e da Administração e Reforma do Estado. Faria pretende agendar ainda nesta semana uma audiência com o governador Jaime Lerner. ‘‘Estado e prefeitura têm de colaborar. O HC tem feito papel de hospital público, além de hospital-escola’’.
Enquanto a solução para a crise não vem, a direção do HC vai trabalhar na elaboração de um plano de ação. Segundo o reitor, o plano servirá de base para a adoção de medidas para contornar a crise. ‘‘Uma hipótese é o HC não atender além do que tem capacidade, como ocorre atualmente’’, explicou.
Na última sexta-feira, o reitor, o diretor-geral do HC e representantes dos ministérios reuniram-se em Brasília para discutir o assunto. O HC reivindicou do MEC o pagamento dos 3,6 mil funcionários. Desta forma, os R$ 1,6 milhão usados para pagamento de 1.750 funcionários poderia ser aplicado na instituição.
A reivindicação não foi atendida. O MEC propôs - mas não garantiu - pagar 70% dos funcionários do HC. Representantes do Ministério da Administração e Reforma do Estado (Mare) propuseram a privatização do hospital.
Faria é contra esta alternativa. ‘‘A privatização não resolveria o problema. Além do que, o HC deixaria de ser hospital-escola. A universidade não vai abrir mão deste patrimônio’’.
O reitor afirma que o hospital privado excluiria o atendimento à população de baixa renda. ‘‘Queremos uma política de saúde que apóie o hospital público’’. O HC acumula uma dívida de cerca de R$ 6 milhões com fornecedores.

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