Professores e servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Hospital Universitário (HU) devem receber hoje a complementação dos salários de setembro. A garantia foi dada ontem pelo reitor Pedro Gordan, logo após a assembléia, quando uma comissão de servidores procurou o reitor para cobrar a negociação da pauta de reivindicações. Na pauta estão inclusos 33 itens, cujos acertos são de reponsabilidade da reitoria, como a volta do pagamento de horas extras e abono salarial.
O governo decidiu pagar os 26,57% que haviam sido descontados, em razão da greve da categoria que já dura mais de 40 dias. A decisão foi tomada durante a reunião com a comissão de representantes da comunidade, na última quinta-feira, em Curitiba. Até mesmo o Tribunal de Justiça havia negado a devolução dos valores descontados.
Ontem, nas assembléias específicas realizadas na parte da manhã, todas as categorias da UEL decidiram pela continuidade do movimento. O professor Kennedy Piau, do Sindicato dos Professores (Sindiprol), disse que os professores estão propondo que o comando estadual apresente uma contraproposta de negociação ao governo, aproveitando o canal aberto durante a reunião da comissão de lideranças da cidade. Piau destaca que a continuidade da greve implica no adiamento do vestibular de 2002, previsto para o período de 6 a 9 de janeiro.
O responsável pela Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação (CAE) e presidente da Comissão Permanente de Seleção (Copese), Luiz Carlos Bruschi, confirma que a paralisação por mais 10 dias exigirá uma nova data para a realização do concurso. As provas, segundo ele, já estão prontas, mas os preparativos do vestibular exigem mais três meses de trabalho.

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