Durante a reunião com representantes da sociedade civil, o reitor da UEL, Pedro Gordan, chegou a garantir que a greve terminaria até o final da semana. Ele admitiu, entretanto, que não há como obrigar os servidores a voltarem ao trabalho insatisfeitos com o governo. As negociações propostas pelo Estado aos grevistas, para ele, também já chegaram ao limite. O reitor disse ainda que iria solicitar aos representantes de centros que convoquem seus conselhos departamentais para que avaliem até quando é possível suportar a paralisação.
Gordan se defendeu da crítica de que o pagamento dos salários estaria ocorrendo por determinação da universidade, dentro do que prevê a autonomia universitária. Ele criticou essa autonomia dizendo que ‘‘ela pertence a quem paga os salários’’.
O reitor entrou em contradição quando falou sobre a suspensão do vestibular. Para os jornalistas, ele disse que quando os sindicatos solicitaram a não realização das provas teriam ‘‘matado o refém’’ do movimento e perdido o apoio da sociedade. Depois, durante a reunião dos representantes da sociedade com membros do Conselho de Administração, sugerida por ele, Gordan considerou ‘‘acertada’’ a decisão do Conselho Universitário na suspensão do concurso

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