Reitor diz que vai defender servidores junto a Conselho
Érika Pelegrino
O reitor Jackson Proença Testa comprometeu-se com uma comissão de representantes da Associação dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel) que irá defender junto ao Conselho de Administração da universidade, que não fique caracterizada falta nos dia 12 de maio e 1º de junho, quando os servidores estavam em assembléia.
A polêmica começou no dia 2 de junho, quando os servidores chegaram para trabalhar e constataram que havia uma observação de ausência na folha de ponto referente ao dia anterior. O fato era recorrente, já que o mesmo aconteceu no dia 13 de maio, um dia depois de outra assembléia. Os servidores fizeram um protesto em frente à reitoria, no dia 2 de junho. Na ocasião, eles foram recebidos pelo chefe de gabinete Itaicy Mendonça e por membros do Conselho de Administração, quando foi marcada uma reunião com o reitor.
A preocupação, segundo o presidente da Assuel, Itamar André Nascimento, era que a observação de ausência na folha de ponto caracterizasse falta. As implicações seriam desconto de salário que poderia chegar a 10%, devido aos finais de semana e ao feriado e perda da licença-prêmio que só é concedida ao trabalhador depois de 5 anos de serviço sem faltas.
Apesar de afirmar que os servidores que participaram das assembléias não receberão falta, o reitor, segundo Itamar Nascimento, exigiu que seja feita uma regulamentação das assembléias, quanto à frequência e a quantidade de participantes.
O presidente da Assuel não acredita que esta regulamentação interfirirá na liberdade do sindicato. Ele diz que as assembléias serão convocadas sempre que for necessário. Esta regulamentação não poderá ser formal, mas a nível de entendimento entre administração e sindicato, afirma.
Itamar Nascimento diz que está tranquilo porque o sindicato tem autonomia garantida por lei. Quando não houver entendimento apelaremos para a Justiça, diz. As assembléias do dia 12 de maio e 1º de junho foram convocadas para discutir o processo de implantação da autonomia universitária. A Assuel afirma que este processo está acontecendo sem democracia e sem transparência.





