Reitor determina abertura de CEI para apurar denúncias
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Gilmar Agassi<BR>Equipe da Folha 
Cascavel - O reitor Wilson Iscuissati, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), determinou a abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI), para apurar denúncias de fraudes na instituição. As acusações estão contidas em uma carta anônima divulgada a órgãos de imprensa por uma pessoa que alega ser professor-mestre da Unioeste.
A carta, intitulada Unioeste como centro de operações de uma máfia. Um buraco negro no orçamento do Estado do Paraná, acusa os campi de Cascavel e Francisco Beltrão de promoverem falcatruas e cita alguns episódios envolvendo concursos públicos. O denunciante diz que existem máfias dentro de cursos e que é grande o esquema de favorecimento e de desvio de recursos. Um trecho relata que, coisas estranhas aconteceram no concurso para professor de Geografia Humana da Unioeste, em 4 de dezembro de 2001.
Sobre esse concurso, o professor acrescenta que o primeiro colocado ficou quase em último no resultado final. Segundo o denunciante, até parece aqueles concursos em que o cara tira a melhor nota em tudo e roda no psicotécnico. Entre os três que entraram apenas um tinha mestrado, um dos itens exigidos para aprovação dos candidatos.
As maiores acusações foram apresentadas contra o campus de Francisco Beltrão, que teria pedido a contratação de mais funcionários, sem necessidade. O professor afirma que funcionários dos campi de Cascavel e Marechal Rondon foram trabalhar naquele campus sem serem transferidos. Esse campus vai longe. Se o governo não abrir os olhos eles consumirão todo o orçamento do Estado, denuncia.
O professor-mestre afirma ainda haver contratação em demasia de estagiários e de FG (Funções Gratificadas), além do recebimento incorreto de Tide (Tempo Integral de Dedicação Exclusiva) para professores que dão aula em outras instituições. O denunciante promete revelar dados mais contundentes em pouco tempo.
Através da assessoria de imprensa, o reitor Wilson Iscuissati informou que a CEI deverá apurar a veracidade das acusações, além de tentar identificar o autor da carta, para que ele apresente as provas das possíveis irregularidades.


