Reitor defende Uniandrade de acusação
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quarta-feira, 24 de março de 1999
Dimitri do Valle 
A Procuradoria Geral da República, em Curitiba, recebeu no final da tarde de ontem a defesa da direção do Centro Universitário Campos de Andrade (Uniandrade). O reitor José Campos de Andrade alegou que a instituição reúne todas as condições para funcionar com os cursos ofertados. A Uniandrade passou a ser objeto de investigação do Ministério da Educação depois que extinguiu por falta de candidatos 29 dos 47 cursos ofertados em seu vestibular, realizado há 11 dias.
O Conselho Nacional de Educação chegou a sugerir em parecer que o vestibular fosse anulado, já que a Uniandrade tinha autorização para funcionar com apenas oito cursos superiores. A assessoria de imprensa do Ministério da Educação informou ontem que o ministro Paulo Renato de Souza só vai decidir pela suspensão ou não do vestibular depois dos resultados do trabalho de uma comissão que fará nova investigação na Uniandrade.
O coordenador executivo da Associação de Defesa e Orientação do Cidadão (Adoc), Fernando Kosteski, disse ontem que a entidade vai acompanhar os passos da Procuradoria Geral da República e do Ministério da Educação. Só depois, a Adoc deverá decidir se entra com uma ação civil pública contra o centro universitário. Kosteski recebeu reclamações de alunos da Uniandrade que estão sendo obrigados a pagar mensalidade de janeiro e fevereiro.


