Reitor da Unioeste teve que esperar reunião
A reitoria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foi autorizada a assinar o acordo com o Estado, ontem, para autonomia na gestão financeira, minutos antes do ato conjunto com outras instituições estaduais de ensino superior, no Palácio Iguaçu. O reitor Erneldo Schallemberger estava no Palácio, aguardando pelo telefone a decisão do Conselho Universitário (COU), instância máxima da Unioeste. O colegiado, de 13 membros, resistia ao acordo proposto pelo governo e os acadêmicos haviam deflagrado greve nos cinco campi da instituição, decidida em assembléia na noite de anteontem.
O COU deu aprovação por volta das 11h30, por dez votos contra três, em sessão marcada por forte pressão de acadêmicos, que reclamavam da falta de professores e estrutura para os cursos, alguns dos quais estão sem aulas. O Estado havia proposto inicialmente a destinação de recursos 10% inferiores aos R$ 19,5 milhões que liberou para a Unioeste no ano passado, depois chegou a R$ 22,5 milhões, e acabou concordando com R$ 23 milhões, para custeio e folha de pagamentos. É o mínimo necessário. Sem isso, a universidade estaria inviabilizada, disse a vice-reitora Liana Vasconcelos, que presidiu a sessão do COU.
As negociações com o governo, feitas até momentos antes da assinatura do acordo, resultaram em outros avanços, como o compromisso do Estado de discutir oportunamente recursos para investimentos nos campi (obras e equipamentos), e assumindo contas pendentes da instituição. Segundo Liana Vasconcelos, as dívidas chegam a R$ 2,9 milhões, referentes a obras, convênios e questões trabalhistas. O que foi acordado não é o ideal, mas o possível, disse a vice-reitora. O chefe de gabinete da reitoria, Sílvio Colognese, acrescentou que se o COU não tivesse dado a autorização as consequências seriam imprevisíveis.
As demais instituições já haviam se decidido e estavam apenas esperando a definição da Unioeste. O desdobramento imediato da definição será a contratação de 82 professores, concursados e a espera de serem chamados. A partir de agora, a Unioeste terá autonomia para contratar e para outras ações, de acordo com o volume de recursos que lhe será liberado anualmente, podendo ainda captar recursos externamente. Até agora, dependia de autorização direta do governo até para simples aquisição de material de expediente. Segundo o presidente do DCE da Unioeste, Alexandre Webber, os acadêmicos voltarão hoje às aulas, nos quatro campus.





