O governo do Estado deve autorizar até o início da semana que vem a contratação de novos professores pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). A informação foi transmitida ontem em Cascavel pelo reitor Erneldo Schallemberger, que anteontem esteve em Curitiba, nas secretarias de Administração e de Ensino Superior. A universidade precisa contratar 130 professores para que possa iniciar as aulas na data prevista, 2 de março.
A possibilidade de adiamento do início das aulas chegou a ser analisada, porque a Unioeste precisa de mais professores por ter este ano quatro novos cursos em seus campus na região. Além disso, novas turmas serão iniciadas em cursos implantados nos últimos anos. A Unioeste precisa também de mais recursos para custeio, questão que também foi discutida por Schallemberger em Curitiba.
A Unioeste e a Unicentro, de Guarapuava, são as únicas universidades estaduais sem autonomia financeira, dependendo da decisão do governo. No ano passado, a instituição realizou dois concursos, selecionando 75 professores, mas o Estado não autorizou a contratação. Além destes, serão necessários mais 55 para as novas turmas e os novos cursos de ciências sociais e engenharia química (Toledo), engenharia elétrica (Foz do Iguaçu) e geografia (Marechal Cândido Rondon).
Os 130 professores custariam R$ 190 mil ao mês e a Unioeste precisa de R$ 150 mil para despesas. Segundo Schallemberger, o secretário da Administração, Reinhold Stephanes Júnior, está encaminhando o processo para contratação. Quanto aos recursos para custeio, o encaminhamento deve ser dado pela Secretaria de Ensino Superior. ‘‘Estamos confiantes, mas também angustiados, esperando solução’’, disse o reitor.

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