Reitor da Unioeste é afastado
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segunda-feira, 14 de julho de 2003
Mariana Guerin<br>Equipe da Folha 
Cascavel Uma resolução conjunta da Procuradoria Geral do Estado e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, assinada na tarde de ontem, afastou o professor Wilson Iscuissati do cargo de reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) por um período de 30 dias. Ele é acusado de participar do desvio de recursos do Hospital Universitário (HU). O caso está sendo investigado pelo Ministério Público e pela 15 Subdivisão Policial.
A denúncia de desvio de cerca de R$ 500 mil também será apurada por uma comissão de Processo Administrativo Disciplinar, formado ontem. Foram nomeados para a comissão os procuradores Anete Cristina de Andrade Gaio e Alexandre Barbosa da Silva e o assessor da secretaria, José Tarcísio Pires Trindade.
Segundo o estatuto da universidade, a reitoria deve ser assumida pelo pro-reitor mais antigo da instituição. Neste caso, é o pro-reitor de graduação do campus de Cascavel, professor Leônidas Lopes de Camargo, que ocupa interinamente o cargo. Iscuissati assumiu o cargo em junho de 2001, em situação parecida. Ele entrou no lugar de Liana Fuga, afastada da reitoria por irregularidades na administração.
Camargo declarou que a Unioeste pretende reunir o Conselho Universitário até a próxima quarta-feira, para que sejam indicados os nomes que irão compor a comissão de sindicância que também irá investigar a denúncia. Além disso, a instituição decidiu afastar preventivamente os servidores citados no inquérito, cujos nomes estão sendo levantados pela administração central da universidade.
O delegado da 15 SDP, José Tadeu Bello, indiciou mais três pessoas por crime de peculato, entre elas a principal testemunha do caso, Raquel de Araújo Grigoli, diretora-administrativa do HU. Ela prestou novo depoimento e ratificou suas declarações anteriores, além de especificar cheques e notas utilizados no desvio do dinheiro. Também foram ouvidas e indiciadas duas funcionárias do hospital que estariam envolvidas na fraude.
O promotor Ângelo Machado disse que irá propor uma ação civil pública. ''Passaremos a rastrear cheques e contas bancárias, além da escutar as testemunhas que ainda não foram ouvidas ou que precisam prestar depoimento novamente'', explicou.
Iscuissati foi novamente procurado pela Folha ontem, mas não foi encontrado. A assessoria de imprensa da Unioeste afirmou que ele se encontra em férias, em Curitiba, e que, com o afastamento, não deve voltar à cidade tão cedo.


