Reitor da Federal tenta negociação em Brasília
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terça-feira, 16 de outubro de 2001
Andréa Lombardo<br> De Curitiba 
A reunião do Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), marcada para ontem, teve que ser adiada. O reitor Carlos Antunes dos Santos Nascimento viajou para Brasília, onde se reuniria com lideranças partidárias e a direção da Associação Nacional de Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), na tentativa de abrir novos canais de negociação para resolver o impasse da greve nas universidades. A reunião do Conselho discutiria a possibilidade de cancelamento do semestre e do vestibular. Ainda não foi marcada nova data.
O objetivo da viagem do reitor a Brasília, segundo informou a assessoria de imprensa da UFPR, foi também de dar encaminhamento às negociações com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). A questão dos técnicos avançou bastante depois da reunião com representantes do Ministério da Educação (MEC) no último domingo.
A secretária de Educação Superior do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro apresentou três propostas que, em princípio, foram aceitas pela categoria. São a incorporação de 100% da Gratificação de Atividade Executiva (GAE), que representa 160% sobre os atuais salários; igualdade de tratamento entre ativos, aposentados e pensionistas; e extinção da proposta de gratificação por produtividade.
De acordo com a assessoria da UFPR, apesar de ainda não ter avanço na negociação com os professores, para o reitor essa será uma semana decisiva porque existe a intenção por parte dos parlamentares de intervir nas negociações. Os deputados ficaram de apresentar até hoje a proposta de garantia de mais R$ 400 milhões para complementar o orçamento do MEC para o próximo ano.
Com relação à liminar obtida pela Associação de Professores da Universidade Federal do Paraná (Apufpr), que obriga a instituição a pagar os salários de setembro, a assessoria informou que a universidade recebeu ontem a notificação e que o reitor deverá informar ao juiz que não tem como efetuar o pagamento sem que o MEC repasse o dinheiro.


