Reitor afastado da Unioeste diz que voltará ao cargo
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de agosto de 2003
Mariana Guerin<br> Equipe da Folha 
Cascavel O reitor afastado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Wilson Iscuissati, afirmou, ontem, que irá voltar a exercer a função e que irá se eleger durante a próxima eleição para a reitoria da universidade, que ainda não tem data marcada. ''Tenho certeza que retornarei ao cargo de reitor muito em breve'', afirmou.
Anteontem, uma decisão conjunta da Procuradoria Geral do Estado e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) prorrogou por mais 60 dias o afastamento do reitor, que está sendo substituído por Ricardo Rocha de Oliveira há um mês. ''O meu afastamento é nada mais nada menos que uma perseguição política. O PMDB de Cascavel está atuando com o governo estadual para me manter afastado e ter acesso à universidade para transformá-la num cabide de empregos'', declarou o reitor afastado que não possui provas, mas lembra que quando estava no cargo, havia instaurado uma auditoria para investigar possíveis irregulares no Hospital Universitário (HU). ''Desde maio estava realizando uma auditoria interna, na qual eram relatados fluxos de pacientes, compra e utilização de materiais e equipamentos do HU. Não sei se as investigações foram abortadas, mas relatei este procedimento ao Ministério Público'', explicou.
O vereador Julio César Leme da Silva, presidente do PMDB de Cascavel, declarou não ter envolvimento algum com o caso em seu depoimento ao delegado da 15 Subdivisão Policial (SDP), Tadeu Bello, durante o inquérito policial, concluído na semana passada.
Iscuissati ainda afirmou que o HU possui autonomia financeira e administrativa e que os ordenadores de despesa eram os responsáveis pelos recursos do hospital.
Quanto ao seu indiciamento e de seus familiares no esquema de desvio de recursos do hospital, Iscuissati acredita que ninguém será condenado. ''Não houve nenhuma ação ilícita da minha parte ou de pessoas relacionadas a mim'', disse.
A investigação policial indiciou 18 pessoas, entre funcionários do hospital, da universidade, parentes e amigos dos envolvidos, que teriam colaborado para a fraude de quase R$ 80 mil. O processo já está nas mãos do Ministério Público, que não tem data para anunciar o resultado final.


