Reinserção de deficiente mental é possível, diz livro
A dissertação de mestrado da professora da Universidade do Norte do Paraná (Unopar), Regina Célia Adamuz, forneceu subsídios para o livro O Aluno Portador de Deficiência Mental: Avaliação e Reinserção no Ensino Regular. O livro, baseado em entrevistas e contatos com professoras do ensino regular estadual, que atuam com alunos que têm algum tipo de deficiência mental, foi lançado ontem à noite por Regina Célia, no Aero Park Hotel, em Londrina.
Regina Célia disse que, desde 1998, entrevistou todas as 17 professoras que eram responsáveis por salas de alunos especiais dentro das escolas regulares. Todas as professoras tinham especilização em educação especial. Além das entrevistas, Regina Célia analisou casos de crianças que repetiam de ano continuamente.
Essas crianças têm uma deficiência mental leve, o que não compromete totalmente o intelecto, explicou a professora, que cursou mestrado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Regina Célia disse que é perfeitamente viável a criança defciente mental frequentar o ensino regular. O maior problema é concientizar a sociedade e reparar os preconceitos acerca do deficiente mental, salientou.
Em sua pesquisa, Regina Célia verificou que a Medida Provisória de 8 de dezembro de 1994, recomenda que sejam inseridas nos cursos de licenciatura das mais variadas áreas, disciplinas que ensinem como conviver com os deficientes, sejam eles físicos ou mentais. Os profissionais precisam conhecer o deficiente, porque ele faz parte da nossa sociedade, orientou.
No livro, Regina Célia conclui que apenas 3,6% dos alunos que estudam em classes especiais são reintegrados nas salas de ensino regular. Cerca de 82% das professoras entrevistadas vivenciaram a volta dos alunos às turmas regulares.
De acordo com Regina Célia, que já está cursando doutorado na Unesp, em Marília (SP), a maioria dos alunos deficientes deixa a escola por não ter como dar continuidade nos estudos. Poucos deles, de acordo com a professora, vão para os cursos profissionalizantes. O desafio agora é reinseri-los na escola regular, complementou.
O projeto de pesquisa, em nível de doutorado, vai tratar da reinserção desses alunos. Em Londrina, há casos de crianças com Síndrome de Down estudando em escolas regulares de ensino. O livro pode ser comprado na livraria da UEL, no câmpus, ou pelo telefone (43) 371-4691.





