Reiniciado arrastão contra dengue
O arrastão para combater o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue e febre amarela, iniciado sábado em Maringá e interrompido por causa da chuva, foi reiniciado ontem. Caminhões da Vigilância Sanitária e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) recolheram lixo acumulado junto com água e pneus velhos e aspergiram inseticida nas casas e terrenos suspeitos de ter focos do mosquito. O trabalho deverá ser concluído hoje na Zona 3, Zona 8, Vila Operária e Aeroporto.
Neste ano, a Vigilância Sanitária confirmou quatro casos de dengue clássica no município, todos ocorridos em março. Segunda a chefe da Vigilância, Maria Teresa de Melo Ferreira Coimbra, desde janeiro até ontem foram registrados 32 casos suspeitos de dengue - 28 foram descartados após exames feitos pelo Laboratório Central do Estado, em Curitiba. Apenas quatro casos foram confirmados.
Todos os que contraíram a dengue já se recuperaram da doença e passam bem. Não houve nenhum caso de dengue hemorrágica, garantiu Maria Teresa. Ela disse que essas pessoas moram nos bairros Fanenge, Santa Isabel, Monte Carlo e Mandacaru. Elas foram atendidas nos postos de saúde com febre e dor no corpo, tiveram o sangue recolhido e enviado para Curitiba. Após a confirmação, os médicos da Vigilância visitaram essas pessoas em casa, aconselhando-as a ficar em repouso.
Maria Teresa lembra que o pior período da doença são os 10 primeiros dias de incubação. Ela explicou que uma pessoa picada por um mosquito infectado com o vírus pode retransmitir o vírus da dengue para outro mosquito, criando um ciclo perigoso. Por isso, o paciente deve ficar isolado, de preferência em casa.
Não existe medicação para quem for picado pelo Aedes. O próprio organismo forma, sozinho, anti-corpos capazes de combater o vírus. Para a médica, o número de casos confirmados em Maringá não assusta porque é reduzido, mas os moradores devem tomar cuidado e se prevenir, não deixando acumular água suja nos arredores da casa.Arquivo FolhaAgentes recolhem lixo e vistoriam pneus em locais suspeitosMarccio W. Varella





