Curitiba - A Prefeitura de Curitiba reiniciou os trabalhos para dividir ao meio a Praça Miguel Couto, a Pracinha do Batel, ontem de manhã. A liminar que impediu, por 13 dias, a execução das obras no local foi cassada pelo Tribunal de Justiça. De acordo com o administrador da Regional Matriz, Omar Akel, dentro de 30 dias a revitalização e recuperação da praça deve ser finalizada, mas antes disso a nova pista, uma continuidade da Rua Carneiro Lobo, deve ser liberada para tráfego.
''Desde o começo, a Prefeitura acreditava na continuidade, tanto que entrou com recurso e medidas legais cabíveis para obter a solução do problema na própria Justiça'', disse Akel. ''Temos convicção que com a obra já em uso até as pessoas que discordam vão perceber a utilidade e importância dessa revitalização para toda cidade'', defende ele.
No despacho da desembargadora Regina Afonso Portes, ficou entendido que ''o interesse público tem supremacia sobre o interesse privado''. A juíza concluiu que ''a Praça Miguel Couto não faz parte do patrimônio tombado da cidade, o fluxo viário na região sofrerá sensível melhora e, como tal, a qualidade de vida dos munícipes'' e acrescenta que ''a Pracinha do Batel não será demolida ou destruída, mas apenas remodelada, razão pela qual não há motivo para postergar a imediata continuidade das obras''.
Um dos coordenadores do Movimento dos Amigos do Batel, o bacharel em Direito Rafael Xavier disse que os integrantes da entidade ficaram frustrados. ''Vamos ver se daqui a um ano um shopping não estará construído. A gente teme que a praça seja destruída em detrimento de um empreendimento comercial.''

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