Reincidência é pequena
Em 1998, um estudo apontou que não existia uma rede completa de atendimento ao adolescente infrator em Londrina. Para isso, foi criado em 28 de março de 200 um convênio entre entidades da cidade para acompanhamento da aplicação de medidas sócio-educativas em meio aberto para Prestação de Serviços à Comunidade e Liberdade Assistida.
O órgão, cujo nome faz uma homenagem ao fundador da congregação Josefinos de Murialdo, é ligado à Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel). Atualmente, 160 jovens são atendidos na Prestação de Serviços e 340 da Liberdade Assistida. Desse total, 94% são meninos.
A equipe técnica é formada por dez membros, entre assistentes sociais, psicóloga, estagiários, educadores e agentes comunitários. Também fazer parte do quadro assistentes sociais. Todo o trabalho, de acordo com a coordenadora Jaqueline Micali, é baseado no conceito de protagonismo juvenil.
''O intuito não é ficar tutelando os jovens. Há diversos tipos de atendimento, com um plano personalizado para inserção nos grupos, separados pelo grau de periculosidade do ato infracional e a história social de cada um'', explica Jaqueline.
A ações abrangem desde oficinas de hip hop e evangelização à terapia familiar e atendimento psicológico. Mas a matrícula no ensino regular é considerada essencial pela coordenadora do Murialdo.
''É preciso entender que tirar o aluno da escola não resolve o problema, já que a violência só vai diminuir ali dentro. Essa postura seria legítima se o adolescente infrator não fizesse parte da comunidade, mas eles são de localidades vizinhas às escolas'', critica. ''Quando a internação do infrator é a única opção, somos os primeiros a dizer que ele não deve estar na escola'', acrescenta.
Jaqueline Micali avalia que o trabalho do Murialdo dá resultados. E argumenta com números: o índice de reincidência dos menores que passam pelo programa de Liberdade Assistida é de 20% e o de Prestação de Serviços à Comunidade, não passa de 4%.(F.R.F.)





