Reifor tem projeto para destinação de lixo tóxico
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Paulo Ubiratan 
A promotora de Justiça do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Rechenbach, recebe hoje, da fábrica de baterias Reifor, projeto para a destinação do chumbo que a empresa joga fora como lixo. A promotora disse que vai propor à Reifor que inclua nos seus compromissos de preservar o meio ambiente o pagamento da indenização à adolescente Lilian Pereira, contaminada por chumbo quando morava com seus pais em um sítio que servia de depósito de lixo da empresa.
A família Pereira abandonou o sítio em 1995 por causa da doença de Lilian. O valor da indenização pedida é de R$ 124 mil e a ação tramita na 9ª Vara Cívil. Foi a partir das denúncia dos pais da menina que a promotoria se encarregou de investigar o caso e pedir providências à Reifor.
O projeto que a empresa vai apresentar é um dos desdobramentos da acusação levadas à promotoria de que a fábrica mantém resíduos industriais de forma incorreta. Até a apresentação do projeto definitivo, a promotora determinou que a Reifor cobrisse com lona a área de depósito, drenasse as águas da chuva e sinalizasse para que as pessoas não se aproximassem do local. Caso a determinação não fosse cumprida, a empresa teria que pagar R$ 4 mil por dia.
A pedido da promotoria, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) deverá fazer exames da terra onde está depositado o lixo tóxico. O projeto da Reifor deverá ser analizado pela promotora, que vai solicitar ajuda de técnicos.


