Regulamentada, eutanásia em animais segue critérios
Diferente do procedimento realizado em humanos, que suscita questões de caráter ético e religioso, a eutanásia em animais é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e não enfrenta resistência de grupos de defesa dos direitos dos bichos.
O método, no entanto, obedece uma série de critérios técnicos e o descumprimento de suas normas específicas pode dar multa e detenção. De acordo com a resolução número 714 do CFMV, ''os procedimentos de eutanásia são de exclusiva responsabilidade do médico veterinário''.
Em Londrina, o Hospital Veterinário da UEL é quem concentra a maioria dos procedimentos são em média 15 por mês muito embora as clínicas ou pet-shops também tenham autorização legal. De acordo com o diretor do HV, Wilmar Marçal, o método utilizado na eutanásia é indolor. Antes de morrer, o animal dorme. ''Ele é anestesiado antes da injeção ser aplicada. O processo dura cerca de dois minutos e ele não sente dor alguma'', explicou.
Os cães representam mais de 90% dos casos atendidos pelo HV, seguidos pelos gatos e equinos. Marçal explica que o sacrifício é feito somente quando os animais estão desenganados pelos médicos. Os casos de fraturas múltiplas, quadros neurológicos graves e uma doença chamada de Cinomose Nervosa, que atinge o sistema nervoso, são os mais frequentes. ''Pensamos acima de tudo no bem estar do animal e a decisão é o proprietário quem toma''.
O HV cobra de R$ 8,00 a R$ 30,00 pelo procedimento, dependendo do peso e tamanho do animal. Não há filas. Após uma série de exames clínicos, os médicos dão o diagnóstico. ''O dono do animal tem direito a acompanhar tudo, mas a maioria se recusa'', contou. Muitos consideram o momento como a perda de um familiar. ''As pessoas se emocionam demais e deixam o hospital muito abatidas. Tenho casos de cães que ficaram mais de 15 anos em uma família. As mulheres choram mais, mas os homens também se emocionam'', relatou o professor. (G.G)





