O vice-presidente da Global Telecom, Sávio Bloomfield, disse ontem que a empresa vai reduzir e até retirar investimentos previstos para Londrina se o prefeito Nedson Micheleti sancionar o substitutivo do projeto de lei que regulamenta a instalação de antenas de telefonia celular na cidade. O documento foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores na última quinta-feira e até ontem ainda não havia chegado às mãos do prefeito que preferiu não omitir opinião.
O diretor de engenharia da Sercomtel Celular, Flávio Borsato, disse que desconhece o substitutivo do projeto e que comentará o assunto depois de avaliá-lo. ‘‘Precisamos detalhar os impactos financeiros e técnicos antes de tomarmos uma posição. O fato da empresa ser municipal a coloca numa situação muito delicada’’, frisou.
A Global Village Telecom também não comentou o assunto. Segundo sua assessoria de imprensa, as cinco torres que ela possuia na cidade foram vendidas para a American Tower Corporation num bloco de 550 em todo País.
Para o presidente da Associação de Moradores do Jardim Alcântara, Jonilson Favareto, a aprovação do projeto na Câmara foi uma vitória da mobilização popular. Embora satisfeitos, os moradores da região sul já se preparam para uma reação das empresas. ‘‘Não temos medo. Enquanto não provarem que as ondas eletromagnéticas não fazem mal à saúde vamos lutar para evitar que nossa cidade se transforme num paliteiro’’, afirmou Favareto.
Bloomfield diz que o projeto é falho porque transfere competências que são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o município, inviabilizando o serviço e causando preocupações desnecessárias. ‘‘É um trabalho de leigo que seguiu um rumo político. Por isso, estamos revendo nossos planos para a cidade’’, finalizou.

mockup