Emílio, de um ano e cinco meses, é cercado de cuidados pela família para evitar que ele sofra acidentes. ''O berço fica fundo, coloquei um calço em um dos lados para que a cabeceira ficasse levantada e não usamos travesseiro para evitar o sufocamento'', relatou a mãe Sara Cristina Secco Delallo.
Segundo ela, a regra máxima é ''ficar de olho''. ''Às vezes a gente olha o ambiente e não consegue identificar os perigos, mas as crianças dão conta de encontrá-los'', observou. Para Sara, o período de férias é complicado porque tem mais gente em casa. ''Acontece de um achar que o outro está cuidando da criança, mas na verdade ninguém está atento, nessas horas acontecem os acidentes'', destacou.
Uma preocupação de Sara são as tomadas que, segundo ela, são vistas pelas crianças como ''um brinquedo de encaixar''. ''Não encontrei no mercado nenhuma proteção para a tomada depois que ela está conectada. Ele adora tirar e colocar as coisas na tomada e este é o maior problema'', disse. Ela afirmou que optou por proteger as tomadas com móveis e criar obstáculos para que ele não consiga se aproximar delas.
Como forma de precaução, Sara não cozinha quando está sozinha em casa com Emílio. ''Ele fica seguro na cadeirinha de alimentação quando preciso fazer alguma coisa rápida, mas não faço almoço se não tiver alguém para cuidar dele'', afirmou. O banheiro também recebe atenção especial na casa. ''Deixo um recadinho no banheiro para que ninguém esqueça de fechar a porta''.
Emílio nunca sofreu nenhum acidente doméstico grave, mas a mãe fica dividida entre proteger o menino e deixá-lo crescer. ''Ao mesmo tempo que cuidamos, temos que soltá-los. Precisamos entender que pequenas quedas fazem parte, acredito que também é prejudicial se não dermos espaço para a criança se desenvolver''. (M.A.)

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