Registrado 1º assalto a banco do mês
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terça-feira, 11 de agosto de 1998
James Alberti 
Pela primeira vez desde o início do ano, o primeiro assalto do mês, em Curitiba, ocorre apenas depois do dia 10. Ontem, três homens armados assaltaram a Caixa Econômica Federal da Rua Comendador Araújo. Foi o 69º assalto a agências e postos bancários da capital em 1998. Segundo a polícia, foram levados R$ 70 mil. O Sindicato dos Bancários afirma que foram R$ 106 mil. A gerência da Caixa não quis se manifestar.
O delegado do Grupo Especial de Repressão a Roubo a Banco (Gerab), Ézio Vicente da Silva, espera que o número de assaltos em 1998 seja menor do que no ano passado, quando foram registrados 139 roubos. Se Deus quiser o número será menor, disse ele, após lamentar o pico ocorrido em março, quando houve 24 assaltos.
O delegado acredita que o número deverá cair em função da prisão de duas quadrilhas que agiam na Região Metropolitana. Uma delas era comandada pelo assaltante Antonio Alves Barbosa, o Toni, preso pela polícia em Ponta Grossa.
Três grupos do Gerab, segundo o delegado, estavam ontem no litoral do Paraná para tentar prender Paulo Rogério da Silva, o Gordinho, que seria integrande da quadrilha. Juntos, os dois e outro homem ainda não identificado, teriam praticado 19 dos 69 assaltos ocorridos no ano.
Outro grupo detido pela polícia, segundo Silva, foi o do menor conhecido como Pank, 17 anos. Ele e outro assaltante, conhecido como Polaco, teriam feito pelo menos cinco assaltos. Conforme o delegado, Pank está preso e o comparsa teria sido morto por causa da divisão do dinheiro de um assalto.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio, voltou a cobrar investimentos do bancos nas portas giratórias, já que a agência assaltada não tinha o equipamento.
Segundo ele, desde janeiro de 1995 houve 271 assaltos a bancos na Região Metropolitana de Curitiba. Destes apenas um foi em uma agência que tinha porta eletrônica.
A Caixa Econômica é, segundo Eugênio, um dos bancos que mais investem em segurança. As críticas do sindicalista têm como endereço principal o Bradesco e o Unibanco, empresas que estariam relutando em investir no sistema.


