Régis Bittencourt é 100% deficiente
Os pesquisadores da Confederação Nacional do Transporte (CNT) percorreram também todas as extensões da BR-116 (São Paulo-Curitiba-Jaguarão), PR-369 (Ourinhos-Cascavel), BR-476, BR-153, BR-285 e BR-472 (Curitiba-Barra do Quaraí), BR-290 e BR-101 (Porto Alegre-Curitiba).
A BR-116 (Régis Bittencourt), conhecida como a rodovia da morte, continua 100% deficiente, segundo os pesquisadores da CNT. As equipes iniciaram o levantamento em Santa Catarina, onde a rodovia federal faz cruzamento com a SC-424. Já nesse trecho as críticas são feitas para o acostamento, que não é pavimentado, e para as ondulações na pista. A estrada está com pavimento recapeado sem remendos.
A ligação entre Curitiba e São Paulo, com 401 quilômetros, é considerada a mais perigosa. O pavimento encontra-se deficiente em 88,5% fa extensão e ruim em 11,5% e a sinalização é boa ou ótima em 50,4% e deficiente em 49,6% da ligação.
No trecho paranaense da Régis Bittencourt a CNT detectou a maior quantidade de pontos críticos. Um deles entre os km 78 e 79, entrada para Piraguara (PR-415) e outro entre os km 91 e 92, entrada da BR-476.
Nas BR-153 e BR-476, que liga Curitiba a Barra do Quaraí (RS), na fronteira com a Argentina, os pesquisadores percorreram 1.168 quilômetros, incluindo trechos que passam pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A conservação foi considerada ótima ou boa em 22,9% da extensão e deficiente em 77,1%. Na maior parte da ligação, 52,1%, a sinalização está ótima ou boa.
São citados como pontos críticos os km 32 e 33, em Santa Catarina, e os km 35 e 36, no mesmo estado. Em ambos os trechos há curvas perigosas. No primeiro não existe placa de sinalização da curva. Apesar disso, o pavimento nos dois trechos é considerado perfeito e a sinalização horizontal (pintura da pista) legível.
O pior trecho da ligação foi detectado já no Rio Grande do Sul, entre São Borja e Itaqui, onde os pesquisadores apontam a existência de buracos superficiais e profundos no pavimento, impondo ao usuário alguma redução de velocidade. A pavimentação do acostamento, embora existente, é considerada desgastada. Não existe sinalização horizontal e a sinalização vertical existe em apenas parte do trecho e, quando aparece, está desgastada.
Ainda rumo ao Sul do País, a CNT realizou a pesquisa também na totalidade da ligação entre Curitiba e Porto Alegre, que exige o percurso pelas BR-290, BR-101 e BR-376. O estado geral de conservação é bom em 23,3% dos 743 quilômetros percorridos e deficiente em 76,7%. O pavimento está deficiente ou ruim em 96,6% da ligação e a sinalização está boa ou ótima em 89,8%.





