Regional vai prevenir acidentes com o inseto
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quarta-feira, 16 de julho de 1997
Da Redação 
Assim que souberam do acidente na fazenda Santa Helena, profissionais da 17ª Regional de Saúde de Londrina foram até Tamarana para capturar alguns exemplos de taturanas e fazer análise das espécies. Até ontem (anteontem) nós não tínhamos o resultado, mas agora sabemos que infelizmente se trata daquela espécie mais perigosa, disse a chefe de Divisão de Assistência à Saúde da Regional, Rosilene Aparecida Machado.
Segundo ela, o próximo passo agora é desenvolver uma campanha para orientar a população local e evitar novos acidentes. Estamos em contato com a Prefeitura de Tamarana e também com a Emater para indicar pessoas e entidades que possam realizar esse trabalho, ajudando a orientar a população. Vamos priorizar Tamarana, principalmente na zona rural.
Rosilene Machado acrescenta que ainda esta semana deve vir uma equipe de técnicos de Curitiba para definir outras formas de atuação. Ela observa também que é importante a captura do inseto, para que o soro seja produzido e estocado aqui mesmo no Paraná. Além de Curitiba, um dos únicos lugares no País que produz o material é o Instituto Butantã, em São Paulo.
Rosilene Machado adianta que alguns dos cuidados que as pessoas que trabalham na zona rural pode ter: trabalhar com camisa de manga longa, calça comprida, bota e, se possível, proteger as mãos com luvas grossas. Também é preciso prestar a atenção em troncos de árvores, observar se as folhas de árvores estão roídas (o que pode indicar a presença do inseto) e, encontrando a taturana, capturá-la, evitando sempre o contato com qualquer parte do corpo. Outro detalhe: a lonomia oblíqua é encontrada principalmente em árvores silvestres, como o cedro, a figueira do mato, a aroeira, o ipê, e também em árvores frutíferas.
(Lúcio Horta)


