TOLEDO - A 20ª Regional de Saúde, sediada em Toledo (47 quilômetros a oeste de Cascavel), recebeu este ano 127 notificações de hepatite. ‘‘Os casos são crescentes’’, diz o coordenador de Odontologia da Regional, Giorge Ricci.
A preocupação com a alta incidência desta e de outras doenças transmissíveis (inclusive Aids) motiva a realização, hoje, de curso envolvendo cirurgiões-dentistas, auxiliares e técnicos em higiene dental, categorias que correm mais risco de pegar a doença.
O curso, organizado pela Regional, será ministrado pelo professor Sérgio Luis Guandalin, e reunirá equipes multiprofissionais de 18 municípios da região. A intenção é atualizar o pessoal em temas como contaminação, esterilização, desinfecção e antissepsia. As equipes devem orientar a população na prevenção de doenças infectocontagiosas.
A hepatite é a preocupação central, já que o Oeste do Paraná tem apresentado historicamente o maior número de casos de hepatite B de todo o Estado. Ricci observa que bancos de sangue de Cascavel, que abastecem a região, atenderam no último ano 3.012 doadores, e, destes, 1.258 eram portadores do vírus da hepatite.
No ano anterior, um levantamento a partir de testes realizados pelo Centro de Hematologia de Cascavel indicou que 28% dos doadores foram descartados preliminarmente, pois informaram doenças que contraíram. Depois da consulta, o teste da hepatite, que indica se houve contato com o vírus, foi positivo em 38,5% dos doadores. Eles foram dispensados.
A comprovação do contato com o vírus não significa necessariamente que a pessoa é portadora da doença, pois eventualmente o organismo desenvolve anticorpos. Ainda não foram aprofundadas pesquisas sobre as causas do alto índice de hepatite B na região. No Sudoeste do Paraná, a situação é semelhante.

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