Regional diz que o problema com medicamentos não é grave
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sexta-feira, 28 de novembro de 1997
Londrina 
O vereador Renato Araújo (PPB) também está preocupado com as denúncias de falta de medicamentos que devem ser oferecidos ou repassados pela 17ª Regional de Saúde (RS) aos postos municipais. Na última sessão da Câmara, os vereadores aprovaram um requerimento de Araújo solicitando informações à Secretaria Estadual de Saúde sobre a questão.
De acordo com o vereador, nas últimas semanas aumentou muito o número de pessoas que procuram a Câmara em busca de recursos para a compra de remédios. São pessoas humildes, carentes. O médico faz a consulta e dá receita, o doente vai à Regional ou ao posto e não encontra o remédio. Como ele não tem o dinheiro para comprar na farmácia, vem bater aqui na porta dos vereadores. Mas a saúde pública não pode ser resolvida desta maneira. Os governos - Federal, Estadual e Municipal - têm que se responsabilizar por ela, diz Araújo.
Segundo o vereador, a maioria dos que procuram a Câmara em busca de dinheiro para medicamentos é formada por aposentados e desempregados. Os remédios mais necessários são vasodilatadores, analgésicos, psicotrópicos e outros ligados a pacientes idosos. Solicitamos informações e providências para resolver a falta de medicamentos.
A enfermeira chefe da Divisão de Assistência da 17ª RS, Rosilene Aparecida Machado, admite que às vezes ocorre mesmo a falta de alguns medicamentos repassados pelo governo do Estado a Londrina e outros 19 municípios da região. O problema aumentou nos meses de outubro e novembro, mas não é tão grave como estão dizendo. Está tudo sob controle e será resolvido em dezembro.
De acordo com ela, a falta ocorre em consequência das dificuldades que o governo tem na aquisição junto às indústrias e laboratórios fornecedores. Tem todo um processo de licitação, de tomada de preços, uma burocracia à qual a compra de medicamentos pela Secretaria de Saúde está submetida. Isto às vezes atrasa o processo de aquisição e distribuição dos remédios às regionais do interior, explica Rosilene Machado.
A enfermeira conta que o caminhão distribuidor de cestas básicas de remédios passa na 17ª RS a cada três meses. Quando há problema na compra e o medicamento não vem na distribuição normal, ele é novamente pedido e chega no mês seguinte. Não há nenhum remédio que esteja em falta há mais de dois meses. E na questão do OKT3 ou ATG, a mudança foi imposta pelo Ministério da Saúde, que passou a pagar diretamente aos hospitais através da guia de Autorização de Internação Hospitalar. Os hospitais estão reclamando da diferença dos preços pagos pelo medicamento e o repassado pelo SUS, mas esse problema não é nosso.
(Osmani Costa)


