Regional diz que estuda o credenciamento
Até a chefe da 19 Regional de Saúde (RS) de Jacarezinho, Cleide Cesco, já foi afetada pela falta de médicos especializados no hospital do município. Num fim de semana, ela teve que levar o próprio pai, vítima de um aneurisma, para ser atendido em Cornélio Procópio. Lá, descobriu que um cateterismo só poderia ser feito num município ainda maior. O paciente acabou falecendo.
Nem o episódio serviu para agilizar o credenciamento da UTI da Santa Casa de Jacarezinho para nível 2. A chefe da 19 RS garante que ''existe boa vontade do governo estadual para que os hospitais sejam adequados à demanda'' e diz que ''tem que haver maior interesse do prestador'', no caso o hospital filantrópico. ''Eles têm que se habilitar e fazer o pedido, que o governo cede tudo'', assegura.
O pedido para elevação de nível da UTI já foi feito. Segundo Cleide, o hospital está em fase de ''adequação'' e a Vigilância Sanitária terá que expedir um laudo final para que o credenciamento se efetue. Ela não citou prazos. A chefe informou ainda que já está sendo acertada a contratação de um neurocirurgião de Cornélio Procópio, que deverá se ''dividir'' entre aquele município e Jacarezinho.
Quanto à compra de um tomógrafo, Cleide afirmou que o processo está ''em análise'' e destacou que o equipamento custa em torno de R$ 1,5 milhão. Questionada também sobre a falta de uma UTI móvel, ela alegou que as outras regionais fornecem o veículo ''sempre que necessário''.
O secretário municipal de Saúde de Jacarezinho, José Francisco de Souza Silva, disse que a questão está além da competência do Município, mas que está acompanhando as negociações entre o hospital e a regional.(V.N.)





