Regional de Saúde vai distribuir colírios
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domingo, 12 de abril de 2009
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Os pacientes com glaucoma que recebem medicamentos do Governo do Estado estão preocupados com a alteração na distribuição dos colírios, que a partir de amanhã passa a ser feita na farmácia especial da 17 Regional de Saúde. O aviso de mudança foi feito na semana passada para a Associação pelos Direitos da Visão, através de uma carta aviso. Ontem pela manhã, associados e representantes da 17 Regional se reuniram para debater o assunto e garantir que não haja atraso na destribuição dos medicamentos.
O diretor da 17 Regional de Saúde, Adilson de Castro, afirmou que as consultas continuarão sendo feitas no Hospital de Olhos de Londrina (Hoftalon), que antes atendia os pacientes, realizava os exames e fazia a distribuição dos colírios. ''A única diferença é que agora a 17 Regional vai comprar e distribuir os medicamentos''. A alteração, segundo ele, foi feita, porque o número de pacientes que utiliza o Hoftalon passou de 200 para quase mil. ''A mudança é apenas uma questão de lojística porque estava sobrecarregando muito o Hoftalon''. O atendimento era feito nesse hospital desde julho do ano passado, quando o governo fez parceria com a clínica.
Apesar do estoque previsto para três meses, o diretor da Regional afirma que podem faltar medicamentos somente se a distribuidora apresentar problemas. Os colírios distribuídos (num total de sete) estão previstos no protocolo do Ministério da Saúde. Os pacientes que recebiam colírios combinados (com mais de um tipo de formulação) passam a receber dois colírios.
A Associação também está preocupada com as consultas dos pacientes, principalmente os novos, que não serão mais atendidos no Hoftalon. ''Com a mudança, o hospital vai interromper as novas consultas e atender apenas os pacientes que já estão cadastrados. Os novos terão que buscar outros postos e clínicas e poderão ter a consulta marcada para daqui a meses. O problema é urgente e uma demora na consulta e o encaminhamentom pode significar riscos para a visão do paciente'', afirma o diretor Luis Martins de Lima.
Para ele, a mudança foi feita sem nenhuma consulta à Associação. ''Ela veio de uma hora para a outra, não houve debate. Queremos a garantia de que essas pessoas não vão ficar sem medicamentos e sem acompanhamento''. A expectativa para que o problema tenha uma solução definitiva é a implantação do Centro de Referência de Alta Complexidade no Hoftalon, que vai garantir a consulta, o acompanhamento e a distribuição de remédios para todos os que convivem com o problema.
Os pacientes que dependem dos colírios e participaram da reunião estão preocupados. A pensionista Júlia da Conceição Arruda enfrenta o problema há um ano e usa dois colírios, aplicados de manhã e à noite. ''Fico preocupada porque os remédios são muito caros. Não tenho condições de comprar e não posso ficar sem o colírio''.
A dona de casa Luciana Jandira de Lima, foi à reunião representando a mãe, que utiliza três colírios. Só um deles custa R$ 91. ''Acho que o governo deveria garantir pelo menos os remédios mais caros. Os que custam mais barato a gente acaba dando um jeito e comprando''.
Uma nova reunião foi agendada para o dia 9 de maio, quando será feita uma avaliação do novo sistema de entrega dos medicamentos.


