Regional de Saúde prepara Operação 2004 sem Dengue
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quarta-feira, 11 de junho de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Na teoria já está tudo pronto para que a ''Operação 2004 sem Dengue'' comece a funcionar. Em busca de recursos, o diretor da 17 Regional de Saúde de Londrina, Gilberto Martin, estará hoje em Curitiba onde se reúne com o diretor do Centro de Saúde Ambiental, Francisco Konolsaisen. ''Estamos programados para lançar o projeto no fim do mês. A disponibilidade de recusos financeiros terá que ser conversado entre Curitiba e o Ministério da Saúde em Brasília'', apontou.
Após enfrentar uma epidemia no último verão, quando 4.158 pessoas tiveram a doença, a cidade se prepara para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Segundo Martin, serão implantadas 40 mil ovitrampas (espécie de armadilha) na região, 20 mil em Londrina e o restante nos 19 municípios próximos, além da realização de mutirões trimestrais de limpeza.
A ''armadilha'' é composta por um recipiente com água fenada, que atrai a fêmea do mosquito; larvicida para matar as larvas que eclodirem dos ovos e um refil semelhante ao material de uma telha onde os ovos ficarão retidos. De acordo com Martin, mesmo que haja um pneu com água parada, a fêmea vai optar por armazenar os ovos na ovitrampa por causa da água fenada.
Martin explicou que 25 ovitrampas serão colocadas a cada nove quadras, cerca de 300 metros de distância, em toda a cidade. Será escolhido o ponto de maior risco e com o monitoramento será possível identificar a presença do mosquito. A armadilha será substituída a cada sete dias, tempo inferior ao necessário para a larva se desenvolver. Com isso, a Regional espera eliminar o risco da cidade enfrentar uma nova epidemia.
Para que o projeto seja implementado por completo, será necessária a contratação de 110 novos agentes, que ficarão responsáveis por monitorar as armadilhas e substituí-las semanalmente. O projeto, incluindo as contratações, custaria em torno de R$ 800 mil anuais. Martin lembrou que esse foi o valor empregado pela Regional apenas nos quatro primeiros meses da epidemia só com ações de combate.
Caso essa verba não seja disponibilizada, Martin informou que o projeto terá que passar por adaptações, sem novas contratações. Nesse caso, será preciso diminuir o número de armadilhas.


