Regional de Saúde alerta para o perigo da dengue
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de janeiro de 1999
Marccio W. Varella 
A 15ª Regional de Saúde alertou ontem a população de Maringá para evitar o acúmulo de água em pneus velhos, latas e garrafas, pois esta época do ano, quando chove muito e ao mesmo tempo faz bastante calor, é propícia para o desenvolvimento das larvas do mosquito Aedes aegipty, causador da dengue.
O coordenador do programa de erradicação do mosquito em Maringá, veterinário Valdemir Lima, lembrou que os 14 casos de dengue clássica registrados em 98 ocorreram no primeiro semestre do ano, justamente a época de maior precipitação pluviométrica e de aumento da temperatura. Em 1997, somente um caso de dengue foi registrado na região de Maringá.
Segundo Lima, em 1997 a campanha contra a dengue era feita somente pelos funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que jogavam inseticida nas casas. Não havia campanha através da mídia nem distribuição de panfletos e orientação aos moradores. Por isso, o número de casos cresceu em 98.
Agora, com uma ampla campanha iniciada no segundo semestre do ano passado, através de cinco outdoors espalhados pela cidade, a contratação de 92 agentes de saúde que estão batendo de porta em porta em toda a cidade, a distribuição de panfletos e a orientação nas escolas, esperamos que o número de casos de dengue diminua bastante, afirmou Lima. A campanha está sendo feita através de convênio entre a Prefeitura de Maringá, a Funasa e a Secretaria Estadual de Saúde.
Em Maringá, de 1997 até hoje não foi registrado nenhum caso de dengue hemorrágica, que pode ser fatal. A diferença entre as dengues clássica e hemorrágica se dá pelos sintomas, explicou Lima. A clássica pode ser percebida pela febre, dor nas articulações e vermelhidão espalhada pelo corpo. Na hemorrágica, há também o sangramento pelas gengivas e a queda abrupta de pressão.


